Simples, mas bonito, este filme de 2009 foge completamente às temáticas do cinema brasileiro a que estamos habituados e, só por isso, despertou-me à atenção. Foca um núcleo familiar e as relações que dele emergem, mas não só, toca em temas como a infidelidade, o alcoolismo e o despertar para a sexualidade da jovem Filipa (a bela Laura Neiva). A relação desta com o pai (o brilhante Vicent Cassel, a falar português como se fosse a sua língua-mãe) é o ponto de partida e também o ponto de chegada, mas não sem antes se assistir a uma inevitável fragmentação familiar. O cenário, no litoral paradisíaco de Búzios, assim como o figurino (fabuloso, assinado pelo estilista Alexandre Herchcovitch) complementam a beleza do filme (já para não falar da presença de Camille Belle). O veterano Fernando Meirelles deu uma mão ao director Heitor Dhalia e o resultado é um filme que vem refrescar o cinema brasileiro e, por isso, a não perder. De sublinhar ainda a surpreendente falta de recursos a tecnologias - não se vêm telemóveis, televisores, computadores e praticamente nem automóveis. Dá ideia que se recua a umas décadas atrás, àquelas férias de Verão em que combinávamos com pais e amigos sem necessidade de usar telefones, em que preteríamos a tv pelas brincadeiras à beira-mar e em que tudo era tão mais simples e tão mais idílico.
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
À Deriva
Simples, mas bonito, este filme de 2009 foge completamente às temáticas do cinema brasileiro a que estamos habituados e, só por isso, despertou-me à atenção. Foca um núcleo familiar e as relações que dele emergem, mas não só, toca em temas como a infidelidade, o alcoolismo e o despertar para a sexualidade da jovem Filipa (a bela Laura Neiva). A relação desta com o pai (o brilhante Vicent Cassel, a falar português como se fosse a sua língua-mãe) é o ponto de partida e também o ponto de chegada, mas não sem antes se assistir a uma inevitável fragmentação familiar. O cenário, no litoral paradisíaco de Búzios, assim como o figurino (fabuloso, assinado pelo estilista Alexandre Herchcovitch) complementam a beleza do filme (já para não falar da presença de Camille Belle). O veterano Fernando Meirelles deu uma mão ao director Heitor Dhalia e o resultado é um filme que vem refrescar o cinema brasileiro e, por isso, a não perder. De sublinhar ainda a surpreendente falta de recursos a tecnologias - não se vêm telemóveis, televisores, computadores e praticamente nem automóveis. Dá ideia que se recua a umas décadas atrás, àquelas férias de Verão em que combinávamos com pais e amigos sem necessidade de usar telefones, em que preteríamos a tv pelas brincadeiras à beira-mar e em que tudo era tão mais simples e tão mais idílico.
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7 comentários:
Fiquei com curiosidade em relação ao filme, nunca tinha ouvido falar dele. Vou pesquisar...
Obrigada :)
eu quero vê-lo!
Diz-me uma coisa: achas que vai ser fácil encontrá-lo na Fnac??
Não conheço mas só de ler Vicent Cassel a falar português fiquei rendida, vou averiguar :)
Elena, vais sim... vê aqui:
http://www.fnac.pt/Adrift-A-Deriva-CAMILLA-BELLE-VINCENT-CASSEL-sem-especificar/a310682?PID=7&Mn=-1&Ra=-3&To=0&Nu=2&Fr=0
obrigada!!!!!!!!!
Já apontei na lista! ;)
Tb me aguçou o apetite - ainda por cima se faz lembrar os verões do nosso contentamento de outrora...
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