Segunda-feira, Novembro 23, 2009

os dias já sabem a inverno, com a chuva a morrer na vidraça e o vento a assobiar às janelas. do fundo do armário recuperam-se cobertores e as mantas de lã aos quadrados, nas quais nos enroscamos com sofreguidão. mergulhamos no sofá por horas. temos saudades do crepitar da lareira, mas somos invadidos por uma enorme preguiça e deixamo-la entregue às cinzas. bebemos o chá ainda a fervilhar, earl grey com umas notas de açúcar que adocicam a boca e o espírito. rimos juntos, enquanto lá fora o dia chora. entrelaçamos os pés, semicerramos os olhos e adormecemos ao sabor deste inverno antecipado.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Streets of Philadelphia



Não estava propriamente nos planos, mas não resistimos a dar um pulo ao centro da histórica cidade de Filadéfia, mesmo sabendo que não haveria tempo para o Museu de Arte, o Museu Rodin, a Casa de Egar Allan Poe e todas as demais atracções culturais que a cidade oferece.

Ainda assim, percorremos a zona onde se concentram três importantes marcos históricos da cidade, e do país. Fomos até ao Independece Hall, visitámos o Liberty Bell e explorámos num contra-relógio o National Constitution Center.

O primeiro foi palco das mais importantes decisões da história dos EUA (onde o Congresso declarou a Independência e a Constituição foi alinhavada e aprovada), o segundo um símbolo de liberdade e de democracia, o terceiro um museu imperdível que nos dá a conhecer a história constitucional de uma das mais empolgantes democracias do mundo.


[Independence Hall]


[Liberty Bell]

[National Constitution Center]


Domingo, Novembro 15, 2009

Ontem foi noite de...

... Portugal Vs. Bósnia @ Estádio da Luz

Preterimos os Depeche Mode, o último concerto dos Delfins e o conforto do lar em noite de chuva. E lá fomos, cachecóis em riste, ver a nossa Selecção a lutar pelo lugar ao sol no Mundial. É o tudo-ou-nada e, pesadas as balanças, convencemo-nos de que o Atlântico esgotado dava conta dos Depeche, que nem gostamos tanto assim dos Delfins e que a nossa presença na Luz era bem mais profícua. Mais não seja porque ansiamos por um bom pretexto para rumar à África do Sul já no ano que vem. E assim cantámos o hino em uníssono, com a pele a arrepiar. Batemos palmas, muitas. E gritámos POR-TU-GAL com garra e paixão. Um nervoso miudinho apoderou-se de nós e só nos deixou terminada a partida. Soube a pouco, já que esperávamos meia dúzia de golos. E o único golo, ainda para mais, foi apontado por um portista, daqueles que eu não gramo mesmo nada. Quarta-feira se verá, se valeu a pena um sábado à noite dedicado ao futebol.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Memórias

... ou coisas que me fazem sentir vetusta [XI]

"O Sol nasceu, como está lindo o céu / Cá vou eu, vem tu daí também / Aprender como se vai até à Rua Sésamo / Vem brincar, traz um amigo teu / E ao chegar tu vais poder também /Ensinar como se vai até à Rua Sésamo..."

Há quarenta anos nascia a Rua Sésamo, mas só há metade disso o popular programa infantil chegou à nossa estação pública. Tinha então quatro anos e nem por isso esqueci o genérico, os personagens e os actores que davam vida à versão portuguesa da Sesam Street, um fenómeno que permanece vivo na memória de tanta gente, mas também em alguns palcos, já que há 28 anos que tem uma digressão a percorrer o Mundo.

Ao longo da sua história, a Rua Sésamo já arrecadou 58 Emmys e o sucesso é mais que compreensível. Trata-se de um formato que alia animação a conteúdos educacionais, um daqueles formatos que muita falta faz nas tv's de hoje, atrevo-me a dizer. Muito nos divertimos e muito aprendemos com o Egas e o Becas, o Poupas e o Super Gualter, o Monstro das Bolachas, o Ferrão e tantos outros. Dos actores (muitos dos quais dali saltaram para a ribalta, como o caso de Alexandra Lencastre e Vítor Norte), destaco o Zé Maria da papelaria, interpretado pelo actor Fernando Gomes, com quem há uns anos me cruzava com frequência no supermercado e - era inevitável - esboçava um sorriso saudosista.

Hoje, ao recordar-me da série e ao olhar para a actual grelha de programas infanto-juvenis, só me ocorre aquela música dos Xutos: "O que foi não volta a ser. Mesmo que muito se queira"...

Terça-feira, Novembro 10, 2009

porque se há coisa que é para partilhar, é o amor


e os sorrisos, os brilhozinhos nos olhos, as gargalhadas que juntos demos, os passos que, de mãos entrelaçadas, vamos dando... e a ternura que perdura, volvidos dois anos.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Recomenda-se

Avizinha-se um fim de semana (im)próprio para cinéfilos. A menos que os cinéfilos tenham sido abençoados com o dom da omnipresença. É que se no São Jorge começou hoje mesmo a 4.ª edição da Mostra de Cinema Brasileiro, lá para os lados da Linha o ponto de partida do Estoril Film Festival arrancou também hoje, e em grande!

O primeiro traz uma mão cheia de bons filmes, com destaque para os (muitos) filmes de Domingos de Oliveira, reconhecido cineasta brasileiro, e ainda para "Chega de Saudade", de Laís Bondanzky - eu não vi, mas quem viu recomenda vivamente.


Já o segundo tem primado por trazer grandes nomes da 7.ª arte ao Estoril - David Lynch em 2007, Paul Auster em 2008 -, sendo que desta feita traz - que luxo!! - Juliette Binoche (hoje), Coppola (domingo) e Cronenberg (próxima semana). Mas não só de estrelas vive este festival. Tem sobressaído sobretudo por trazer de antemão excelentes filmes - confirme-se aqui.

São duas alternativas ao cinema mainstream que vale mesma a pena aproveitar. Eu como não estou por cá e desconheço eventuais dons de omnipresença (pese embora seja inegável que sou cinéfila inveterada!), fico-me pela sugestão.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Espelho meu

"Girl before a mirror", Pablo Picasso, 1932 MoMA



Concordo em absoluto e, por isso mesmo, trancrevi este excerto daqui, do espaço do Alfaiate mais sui generis de Lisboa, uma vez mais dado à máquina fotográfica do que à máquina de costura.

A propósito de mais uma daquelas fotos que espelha a beleza dos trauseuntes desta Lisboa, o Alfaiate disserta sobre aquela teoria sem pés nem cabeça de que a aparência não importa. Pese embora seja consabido que se trata de um cliché recorrente nos discursos de misses, há ainda quem insista em usá-lo, porventura para justificar um ar desleixado, a falta de sensatez, de confiança ou de bom gosto, ou talvez até a cegueira que o amor causa, já outrora alertara o poeta.

E porque eu sou, assumidamente, das que gostam de se ver ao espelho - com mais ou menos vaidade - e de esboçar um sorriso com o que vejo, estou ansiosa por devorar este livro mal lhe ponha as mãos em cima. Esta relíquia é da autoria de Maria Guedes, a fashion adviser que foi fotografada pelo Alfaiate para o texto do excerto acima transcrito e que promete ajudar muita mulher e respectivos guarda-roupas por este país fora. Receio bem que também o meu precise de ajuda, até porque "Tanta Roupa e Nada para Vestir" é pensamento que me ocorre com alguma frequência...!

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Fame


A mítica série que muitos olhinhos fez brilhar na década de 80 está aí na versão "grande ecrã". Corremos (oh se corremos!) as três para o cinema num fim de tarde que pedia um filme leve, levezinho, mas... decepção total, foi leve por de mais!

É certo que a sala praticamente por nossa conta deu para uns passos de dança e para umas gargalhadas sem receio de incomodar os demais, mas não fosse isso e teriam sido 108 minutos muuuuito aborrecidos. Tudo muito previsível, tudo muito teenager. Dá-me impressão de que estavamos à espera que o filme fosse a versão 'crescida' da série com que nós próprias crescemos...

O melhor ficou para o fim: o êxito de Irene Cara, que só chegou com o genérico! Não resistimos e lá descemos escadaria a dançar ao som de "I'm gonna live forever, I'm gonna learn how to fly! (...) Baby remember my name!". Valeu-nos isso.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

USA [On the Road]


[Patriotismo sobre rodas]

[Lost Highway]

[no GAS]
[Stage Stop]

[Welcome!]



[Sunset]

[You've got mail!]

[... and so does everybody else!]

[ News from desert]