Quinta-feira, Maio 21, 2009

Recomenda-se

[Amália Hoje ]

Recomendo eu e muita gente, com certeza. Não é por acaso que este projecto lidera o top de vendas nacional. "Amália hoje" nasceu com Nuno Gonçalves (o alcobacense que comanda os The Gift), Sónia Tavares (a voz dos The Gift), Fernando Ribeiro (o senhor dos Moonspell) e Paulo Praça (um habitué nestas coisas da pop), quatro nomes do actual panorama musical português que se juntaram para cantar os versos que outrora cantou a eterna diva portuguesa.

Ousadia não lhes parece ter faltado e o resultado está condensado neste disco que dá vontade de ouvir até à exaustão. Ali canta-se e reinventar-se o fado de Amália, conferindo-lhe um tom de pop que - por incrivel que pareça - não se estranha, e desde logo se entranha.

Da imponente voz de Sónia Tavares até à doce (quem diria?!) voz de Fernando Ribeiro, com o toque mais pungente de Paulo Praça, o CD é uma saborosa descoberta, sendo que o final é (emocionalmente falando) o mais arrebatador, com "Grito" gritado pela vocalista dos The Gift.

Terça-feira, Maio 12, 2009


que a minha mão seja a tua, sempre que a nortada sopre agreste
que o meu beijo te acalente no tumulto dos dias e na escuridão das noites
que o meu passo seja o teu passo, numa cadência sem fim
mesmo que soprem ventos áridos e nos molhem as chuvas ácidas
mesmo que sem piedade trovejem os deuses
nenhuma tempestade se perderá em ti ou em mim
porque somos unos, até ao fim

Sábado, Maio 09, 2009

Eu é mais desta

A propósito de papas - o tema que tem estado na ordem do dia - eu por cá continuo fiel a esta. Já aqui havia confessado que com alguma frequência me delicio com um prato dela. E a julgar pelo meu tamanho... a Cerelac faz tão bem quanto a Maizena! ;)

Quarta-feira, Maio 06, 2009

A Globalização de regresso a casa


Decorrem nos próximos três dias as Conferências do Estoril, uma iniciativa da autarquia de Cascais que tem tudo para lançar Portugal num pólo de reflexão política de nível internacional, a par de Davos ou Porto Alegre.

A sua primeira edição conta com mais de duas dezenas de oradores oriundos das mais diversas áreas geográficas e das mais diversas áreas do saber. "Desafios globais, respostas locais" foi o mote lançado pela organização do evento e neste três dias o debate centrar-se-á em áreas como a Economia e a Sustentabilidade, incontornáveis quando se fala de Globalização.

Tony Blair, Mary Robinson, José Maria Aznar e Fernando Henrique Cardoso são os nomes mais sonantes que marcarão presença no Centro de Congressos do Estoril. Eu cá tive a felicidade de ser brindada [obrigada, obrigada, obrigada!!] com a possibilidade de assistir in loco a tão grandioso acontecimento, do qual farei aqui, e em conjunto com outros bloggers, um relato do que por ali se vai ouvir e reflectir - para agir.

Segunda-feira, Maio 04, 2009

É Primavera aqui [e no Japão]


Em Dezembro só vi esguios troncos ainda sem vida a desabrochar, mas dava já para perceber que há um certo encanto dos japoneses por estas árvores, sobretudo, quando estão em flor (cherry blossom). Elas marcam presença nas moedas de 100 yenes, na publicidade, nos produtos de beleza, na Arte, na Moda, e claro, estão plantadas por tudo quanto é metro quadrado de terra.

As flores de cerejeira só florescem entre Janeiro e Junho e marcam o fim do Inverno e a chegada da Primavera. Durante este período verifica-se um grande fluxo turístico naquele país para que se possa participar nos inúmeros festivais de celebração, com direito a cerimónias de chá, iluminação nocturna daquelas árvores e outro tipo de eventos associados a esta flor, que para aquele povo simboliza a beleza feminina.

Esta tradição do Japão remonta ao sec.XII e denomina-se "Hanami". Por cá, não havendo tradição nem festividades em torno destas flores, há pelo menos a possibilidade de as ver florir e de se inspirar ali para os lados do Douro, como bem fez o nosso Eugénio de Andrade:

Acordar, ser na manhã de Abril
a brancura desta cerejeira
arder das folhas à raiz,
dar versos ou florir desta maneira

Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz ou o que quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra,
a tecer o coração duma cereja.

Sexta-feira, Maio 01, 2009

Gula: o pecado que me persegue!

Que sou gulosa, já todos devem ter percebido. Mas começo a desconfiar que isso está-me na cara. Bom, antes na cara que no corpo... Vejamos: ontem, a caminho do Chiado, cruzei-me com duas meninas simpáticas, de cestinho de verga em mão, a arranjar coragem para vender uns doces por elas feitos. No interior do cesto, dezenas de bolinhos redondos embrulhados em papel celofane às estrelinhas, rematado com um pequeno autocolante a desejar Felicidades. Segundo as meninas prendadas, oriundas do Brasil, tratava-se de um doce tradicional da América do Sul, denominado Alfajor, feito com doce de leite e biscoito, envolto em chocolate. Iniciaram a venda ali mesmo: trouxe meia dúzia e no final do jantar, ao café, adoçou-se a boca a alguns dos presentes. Parece que agora nem tenho que peregrinar para fazer o gosto à gulodice, os doces vêm até mim...