Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Para ti ou... para mim?


De certeza que não sou a única pessoa a quem acontece isto: quando quero oferecer alguma coisa a determinada pessoa e descubro aquela prenda que «é a cara dela/dele», fico tão orgulhosa com o achado que daí em diante - até ao dia em que a ofereço - desembrulho-a e embrulho-a num estranho (e exaustivo) ritual. Olho-a com um misto de orgulho e cobiça. E chego até (imagine-se!) a ponderar em ficar com ela para mim.

Só tenho uma explicação para isto. Deve-se, com certeza, ao facto de sempre procurar oferecer uma coisa que vá de encontro ao gosto da pessoa, sem nunca fugir ao meu. Para mim é impensável oferecer a alguém uma coisa que abomine, mesmo que essa coisa seja desejada pela outra pessoa. É por isso que o meu querido namorado bem pode suspirar pela Playstation3, que eu não vou canalizar metade do meu parco vencimento para comprar um exemplar desse aparelho viciante e pouco (nada!) pedagógico.

Vem tudo isto a propósito do jantar de anos que tenho mais logo. Estou farta de me babar sob a prenda que comprei à aniversariante e já ponderei ficar com ela para aí uma quinhentas vezes. Nada mais, nada menos, que este estojo com duas canecas (e colheres!) estampados com desenhos de Roy Lichtenstein. É que se a Pop Art vai bem com a destinatária do estojo, comigo também vai...

2 comentários:

Gonçalo Capitão disse...

Vais ver o teu presente de Natal, "Gonçalves"!...

Vai ser um arroz de lampreia e um bilhete para Marilyn Manson...

Dulce Alves disse...

já estava à espera da "tareia"... :)
mas tu bem sabes que o melhor presente de natal que me podes dar não se compra ;)