Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

Da cretinice, da inveja...

... e da falta de tomates

Cretinice
s. f., estado do cretino;
fig., imbecilidade;
Med., forma particular de atraso mental;

Cretino
do Fr. crétin
adj. e s. m.,
que ou aquele que, por deformidade orgânica, tem absoluta incapacidade moral;
por ext. pacóvio, lorpa, idiota
.

*

Não há dúvida de que a blogosfera é a 8ª maravilha do mundo moderno. Não obstante, tem essa incivilidade que é o anonimato, permitindo que por aqui se alojem um vastíssimo número de cretinos. Nos últimos dias um desses indivíduos resolveu visitar este meu espaço e dedicar-me especial atenção, revelando o seu carácter (mormente, a falta dele) através dos vácuos comentários que se deu ao trabalho de tecer relativamente à minha pessoa.

Na verdade, nada que me surpreenda. É tão natural tentar destruir o que não se pode possuir, como insultar o que se inveja. No dia-a-dia cruzo-me com uma imensidão de seres dessa espécie e não é difícil identificá-los: são aqueles tipos sensaborões, mesquinhos e medrosos (e porventura merdosos...), que não têm vontade própria e cuja vidinha se resume a perscrutar e cobiçar o mundo dos outros.

Se já os tenho que gramar na vida real, também no mundo virtual não há escapatória. A diferença é que aqui há a possibilidade de surgir encapotado. Sob protecção do anonimato – qual armadura - rastejam por aí, compram guerras por dá cá aquela palha, sequiosos de quem lhes dê atenção, alguma coisa que seja, tal é a pobreza de espírito de que padecem.

Com efeito, são o meu oposto e presumo que precisamente por isso o sujeito a que me refiro se sentiu levado a injuriar a minha pessoa. Sou - e sempre fui - daquelas pessoas que desperta amor ou ódio. Parece não haver meio termo, pelo que tenho por hábito afirmar orgulhosamente que “posso ser, à vez, objecto de admiração, de ódio, de piedade e de terror. Mas nunca de indiferença."

Ademais, cabe deduzir que tal pessoa não me conhece, ainda que de forma contrária pense. Porque se me conhecesse saberia que sou imune à ofensa gratuita. E se o que não mata engorda, no presente caso, o que me arremessam não faz mossa. Bem pelo contrário, "o número dos que nos invejam confirma as nossas capacidades".

Last but not least, é facto que poderia ter simplesmente eliminado os aludidos comentários e ignorar a existência do(a) cretino(a) em causa. Bem sei que o desprezo é a forma mais subtil de vingança. Contudo, achei por bem preterir a vingança e usar da minha benevolência: nada mais quis com este post senão admoestar tal indivíduo de que já é hora de rever o seu jaez - de uma perversidade insofismável – bem como de olhar para a sua forma de estar na vida. É que cretinice, inveja e cobardia são três defeitos por de mais. Assuma o que pensa, o que diz e o que escreve. Um primeiro passo para poder vir a ser alguém.

Adenda: o aludido sujeito apresentou-se como "Jacinto" mas bem sei de quem se trata, pelo que era escusado o trabalho de improvisar tal pseudónimo. Molly, bastaria.

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Memórias


... ou coisas que me fazem sentir vetusta [VI]

Uma breve viagem pela minha infância trouxe-me à memória os brinquedos de então, quando não havia Play Station's e afins. Reporto-me aos tempo em que fazíamos colecções de berlindes, de vários tamanhos, de mil e uma cores, desenhos, uns baços outros brilhantes. Tardes a cobiçar as montras das lojas, com os potes a transbordar daquelas bolinhas de vidro com que inventávamos jogos, sempre com regras diferentes e que davam azo a arbitragens mais duvidosas que aquelas com que contamos hoje no mundo futebolístico.

Havia ainda os yo-yo's e mais tarde a febre dos diabolos - uma espécie de yo-yo de maior dimensão - que fazia furor nos intervalos e desafiava a nossa falta de jeitinho para o malabarismo. As meninas mais habilidosas divertiam-se numa dança com os hula hoop ou jogavam ao elástico, improvisado entre duas cadeiras, debitando aquela lenga-lenga ao mesmo tempo que saltitavam.

Os mais abonados tinham um Game Boy (nunca percebi esta discriminação...) com o amoroso Super Mario a deglutir cogumelos e a fugir a bolas de fogo, numa hercúlea tentativa de chegar ao castelo da Princesa Peach. Jogos em nada comparáveis aos que hoje viciam a criançada. E havia ainda o Tetris, que viciava muitos num jogo que exigia concentração e agilidade e que estimulava a capacidade intelectual.

A aproximação ao universo infanto-juvenil dos tempos modernos chegou também com a moda (e que moda!) dos Tamagotchi, os amigos virtuais de quem tínhamos de tratar - o que se resumia a alimentar, adormecer e alguns cuidados de higiene. Ainda assim, quer-me parecer que tais objectos eram inofensivos e incutiam a responsabilidade que é cuidar de alguém - trate-se de pessoa, animal ou, no caso, de um pedaço de plástico oval que emitia sons p'ra lá de irritantes e que não raras vezes nos deprimia ao constatarmos, com pesar, que a 'coisa' morrera...

Podia ainda despejar aqui mil e uma memórias das brincadeiras que marcaram a minha infância, mas fico-me por aqui, não vá tal exercício despertar a criança que ainda há em mim... e que, reconheço, muitas vezes dá claros sinais de vida!

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

A pecaminosa Keira

Expiação foi o grande derrotado da noite de Óscares, que cumpriu ontem a sua 80º edição. O excelente melodrama que, curiosamente, não me arrancou sequer uma lágrima - tal como já tinha desabafado aqui - estava apontado para sete óscares mas só veio a arrecadar o de melhor banda sonora.
Eu cá achava que esta imagem de Keira Knightley seria suficiente para conquistar tudo e todos, mesmo o exigente júri das estatuetas douradas.
Amén.

Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008

Hoje é noite de...

"La Clemenza di Tito" no São Carlos.

O meu debute no que a ópera respeita ocorreu há cerca de três anos, quando assisti com agrado a uma ópera barroca sui generis - por envolver cantores e orquestra com.... marionetas! - levada a cena no âmbito do Cistermúsica 2005 e denominada "As variedades de Proteu". Com um elenco de luxo (Carlos Guilherme, por ex.) e uma excelente direcção musical (eu assim a considerei, ainda que não seja especialmente versada em música), confesso que saí da sala maravilhada.

Agora, é tempo de ver e ouvir uma ópera nos moldes mais comuns e naquela que é a sala portuguesa mais conceituada neste campo musical.

Quanto à obra, La clemenza de Tito foi a última ópera de Mozart e precisamente a primeira da sua autoria a ser ouvida em Portugal. A peça foi escrita em 1791, em plena revolução francesa, e a acção decorre em Roma, focada na vida do imperador romano Titus Flavius Vespasianus, soberano que é alvo de conspiração. No entanto, Tito acaba por sobreviver ao atentado e perdoa, sendo glorificado. Aborda-se essencialmente a política e a ética, dando-se relevo à ideia de «serviço público» no exercício do poder por Tito. Moral da história : a clemência é mais produtiva que o castigo, porque este gera novos inimigos e a clemência pode pelo menos recuperar alguns.

quase

passei a tarde a remexer no baú das memórias e ao semicerrar os olhos quase senti a maresia, os raios de sol a beijarem-me, a fina areia a cair-me da mão como se de uma ampulheta se tratasse... quase pude ouvir os risos das crianças e compadecer-me dos velhos sentados no paredão. quase avistei o monte de Salir e tive vontade de o subir até ficar sem fôlego, para logo me arremessar por ali a baixo, como fazia em criança. quase me apaixonei pelo pôr do sol em tons de púrpura, quase me diluí no azul do mar... quase.

a soberba foto é da autoria de Pedro Libório.
e esta nostalgia que se apoderou de mim deve-se a Miss Pearls.

Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008

Boas novas

De acordo com estes senhores, já posso...

degustar
deglutir
saborear
devorar
tragar
absorver
deleitar-me

com
os couverts dos restaurantes que nos tentam impingir a todo o custo, sem ter que pagar um tusto!

Agora, mais a sério:
Também eu já tinha debatido este assunto junto de familiares e amigos ao deparar-me com locais de restauração onde literalmente despejam cestinhos, tacinhas e pratinhos na mesa sem ter a delicadeza de indagar os comensais sobre a sua vontade.
Quando nos servem sem prévia autorização e sem informarem que será cobrado, a lei interpreta esse serviço como uma espécie de "amostra gratuita", inexistindo obrigação de pagamento.
Em boa hora as associações de consumidores alertam para este comportamento abusivo de alguns empresários da restauração e esclarecem o consumidor dos seus direitos.

Recomenda-se

Em geral, a literatura espanhola recomenda-se. Sou assumida fã da arrojada Lúcia Etxebarría e muito recentemente descobri Espido Freire - uma jovem autora basca - cuja escrita desconhecia mas que registei com agrado.

Contudo, há muito tempo que não me lembro de me deleitar com um livro como me aconteceu com "A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafón. Não é por simples acaso que é o romance espanhol de maior êxito mundial. É simplesmente arrebatador..!

Descobri "A Sombra do Vento" há um ano atrás - ainda estava por terras vizinhas - e cedo constatei que aquele livro era comparável ao fenómeno "Equador" em terras lusas. Isto é, mesmo alguns anos após o seu lançamento, ocupava lugar de destaque em qualquer livraria, era o livro que mais se lia nos transportes públicos, despertava críticas e louvores na imprensa e era constante notícia por continuar a arrecadar prémios por esse mundo fora, num total de vinte e dois.

Uma história intensa que combina amizade, amor, traição, ódio e morte, sem os clichés do costume e com mais suspense que muitos do thrillers que já vi. Tudo isto, através de uma narração riquíssima na expressão e no estilo, de um pormenor que impressiona e de um vocabulário elegante e poderoso nas emoções que propaga.

Numa Barcelona sombria da primeira metade do séc. XX, os livros e os seus personagens entrelaçam-se com a vida real, o pânico às portas da guerra e os segredos de uma cidade misteriosa, num enredo tal que nos deixa receosos de 'perder o fio à meada', tal o número de personagens e tal o ritmo nas analepses e prolepses.

Em Portugal, e apesar de ter ganho o prémio literário "Correntes d'Escritas" no ano de 2006, este best seller mundial, estranhamente, não conquistou muitos portugueses. Creio que isso terá, essencialmente, a ver com a fraca divulgação feita da obra prima de Zafón e também com o desfasamento entre o êxito mundial da obra - lançada em 2001 - e o ano em que nos chegou cá - 2006 - pelas mãos da D.Quixote.

De qualquer das formas, nunca é tarde para ler um bom livro. E este é daqueles que vale mesmo a pena devorar com a sofreguidão de quem lê um livro pela primeira vez.

By the way, fica aqui um apropriado excerto:

"Numa ocasião ouvi um cliente habitual comentar na livraria do meu pai que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração. Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo - não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendamos ou esqueçamos-, vamos regressar. Para mim aquelas páginas enfeitiçadas serão sempre as que encontrei entre os corredores do Cemitério dos livros esquecidos."

Sábado, Fevereiro 16, 2008


Há dias em que o chão que piso parece desmoronar-se à medida que caminho.
Aventuro-me a voar, mas logo alguém me corta as asas.
Há dias em que sinto a cidade a meus pés, outros em que tropeço nela.
Há dias em que o sol não me aquece. E dias em que a brisa fria me tolhe o pensamento.
Há dias em que a palete de cores se reduz drasticamente e as pinceladas neorealistas cheiram-me a mofo.
Há dias em que as papilas gustativas parecem sumir-se, dias em que tudo me sabe a nada.
Há dias que não têm 24h, em que o tempo escorre como a viscosa e perigosa lava de um vulcão.
Há dias que me consomem - desconfio que fora de validade.
Há dias em que 2+2 são 4, dias tão enfadonhos.
Há dias que se me escapam como se fosse o fim.
E há dias assim, em que me perco em mim.

Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008

Clap, clap, clap

Campeonato Nacional de Bodyboard
Praia do Norte, Nazaré, Dez 2007

by
Miguel Barreira, jornalista do Record
3o lugar na Categoria Sports Action do World Press Photo 2008

Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

A vida por um canudo (II)

A TVI, essa jóia da televisão portuguesa, exibiu ontem uma reportagem sobre o desemprego que atinge os jovens licenciados neste país. Nada de novo, portanto. Não obstante - e apesar de puído - o tema (lamentavelmente) mantém-se actual. Mas confesso que esperava muito mais de uma reportagem que foi tão publicitada.

O que aconteceu é que se pegou em meia dúzia de casos que denunciam o desajuste entre a oferta e a procura no mercado de trabalho, juntando-se umas observações de Mariano Gago e voilá - um espacinho de informação fica sempre bem antes da jornada telenovelística começar.

Na verdade, não vi a jornalista ir ao cerne da questão, limitando-se a debitar números e a tecer considerações sobre os factos - como se isso, por si só, resolvesse - e, claro está, a focar com um zoom de boa qualidade as lágrimas de uma enfermeira sem direito à bata.

Pelo meio sugeriu que alguns cursos fossem encerrados, o que parece que irá ser acatado pelo MCES, mas que não é senão uma medida minúscula nesta gigantesca problemática.

Mas não falou do facto do Estado não abrir vagas em instituições públicas, cuja carência de pessoal especializado é cada vez mais notória.

Nem questionou o aumento da idade da reforma, que impedirá o acesso dos mais jovens a postos de trabalho onde muitos caducam.

Nem referiu a urgência que há em reformar para adequar o ensino à real necessidade do nosso mercado de trabalho.

Nem condenou a altivez das empresas, que não reconhecem valor a um recém-licenciado, que não apostam nos novos e que teimam em exigir experiência, como se ela fosse tudo.

E porque não condenar igualmente a falta de consideração daquelas pelos candidatos, cujos departamentos de recursos humanos nem se dão ao trabalho de acusar a recepção e tratamento de CV's?

Em conclusão, pouco ou nada acrescentou ao tema que já foquei aqui. Para agravar as coisas, teve tal reportagem - imagine-se - direito ao mesmíssimo título - "A vida por um canudo" - que o meu desabafo de há uns dias. Coincidências...

Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

Do amor e das lamúrias


Aproxima-se a passos largos esta terrível data. Bem sei que não é mais do que um capricho da sociedade de consumo em que (sobre)vivemos. Mas deixa-me fula não ter memória da última vez que a celebrei com florzinhas, chocolatinhos, pirosas almofadinhas em forma de coração, jantarinho romântico num qualquer restaurante a rebentar pelas costuras e com um menu impingido que é pago ao preço do ouro.., enfim, as banalidades do costume que normalmente censuramos mas das quais, por vezes, reconhecemos sentir falta.

Às vezes, confesso, tenho uma certa pena de não ser uma miúda típica, ter uma relação típica, fazer coisas típicas. É que isto de ser atípica é muito engraçado, mas quando chega a hora da verdade - que é como quem diz, quando chega o dia de S. Valentim - não há maior angústia que passar o dia a chocar com as montras alusivas à data, cruzarmo-nos com gente (aparentemente) feliz, de ramos de flores em punho, na troca de beijinhos e miminhos aqui e acolá... bahhh! e passar o tempo todo a olhar desesperadamente o telemóvel, na ânsia de receber um qualquer sms de um admirador secreto... uff!

O que me vale é o meu refúgio, onde me posso deleitar com um bom livro, um som lounge e uma tablete de chocolate (não, não é síndroma de desespero... a tablete de chocolate é presença indispensável no meu dia-a-dia da mesma forma que para muitos o 'escape' é o maço de cigarros ou o gin tónico!). Mas este ano já tomei consciência de que, enfim, as flores, os beijinhos sonoros, as caixas de bombons, os abracinhos apertados, as musiquinhas lamechas e outras incontornáveis presenças num dia de namorados... terão que ficar para uma próxima!!

PS1- Bem que eu me mascarei de Cupido este ano, numa vã tentativa de atingir o coraçãozinho de alguém... mas afinal passei o Carnaval ao serviço da felicidade alheia (que é como quem diz, a juntar parzinhos) e acabei por chegar ao 14 de Fevereiro assim... triste, só e abandonada! (onde é que eu já ouvi isto??! Soa-me a Roberto Carlos... uiii que medo!!)

PS2 - Não levem este post muito a sério... na verdade, há mil e uma coisas que me maçam muuuuuuuuuuito mais do que passar o dia dos namorados sozinha..!!

Recomenda-se


Foge aos padrões femininos da cena musical: não é dona de um corpo 86-60-86, não veste os melhores estilistas, não tem uma postura sexy, não dança de forma lânguida nem arrebata corações de adolescentes.

De uma magreza que arrepia, revestida de vistosas tatoos, despenteada q.b e assumidamente alcoólica e addicted, Amy Winehouse (ou Amy Wino, como já é apelidada...) veio revolucionar o panorama soul, jazz e r&b.

Ela é rebelde, excêntrica... louca, reconheça-se! Mas é também dona de uma voz extraordinária que, no fundo, vai bem com a postura exagerada que a caracteriza.

Há quem diga que é a nova diva da soul, ao nível de uma Billie Holiday (que também sucumbiu ao álcool e drogas...) capaz de remeter para um canto estrelas recentes no mesmo panorama como Joss Stone ou Corinne Bailey Rae. Se assim será, não sei. O que sei é que vale a pena ouvir até à exaustão “Back to Black”.

Não é por acaso que esta menina rebelde já conquistou vários títulos dos Brit Awards aos MTV Awards e ainda ontem arrebatou os ‘óscares da música’: cinco dos seis Grammy’s para os quais estava nomeada - Gravação e Single do Ano, Artista Revelação, Melhor Álbum Pop e Melhor Interpretação Vocal Feminina Pop - foram (justamente) parar às suas mãos.

Sábado, Fevereiro 09, 2008

Hoje é noite de...

Balanescu Quartet ao vivo no CTA.
Consta que é um dos mais prestigiados ensembles de cordas europeus e actua esta noite no Cine Teatro de Alcobaça, após ter pisado na passada quinta-feira o palco do CCB e ontem o do Theatro Circo de Braga.
Violino, violencelo e viola são os instrumentos que formam este projecto que deve o seu nome ao mentor, compositor e virtuoso violinista Alexander Balanescu.
O quarteto romeno já perfez mais de 20 anos e ao longo do seu percurso colaborou com nomes incontornáveis como David Byrne ou Michael Nyman.
A sua música, a priori clássica, sofre influências do jazz, do folk e até de sons mais electrónicos.
Alegam não ter uma música intelectual, antes uma música que permite comunicar com as audiências e que prima pela constante inovação musical.
Esperar para ver, e sobretudo, ouvir!

Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008

Clean!

Tenho para mim que o meu blog merece a mesma consideração que o meu guarda-roupa:
Finda uma estação, segue-se a nova colecção.
Nova roupagem, que é o mesmo que dizer, novo layout.

E desta feita apeteceu-me um look mais clean.

Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

som à la carte


Sinto-me uma Jukebox.
Daquelas bem psicadélicas, pirosas e velhinhas, que o dia hoje não está fácil.
Ecoam-me na cabeça um sem fim de fim de músicas que teimam em desconcentrar-me do trabalho.
E há para todos os gostos.

Desde a musiquinha irritante que a minha sobrinha linda canta até mais não:

“Olha a mosca,
Que barulho...
Que zumbido que ela faz.
Para cima,
Para baixo,
Para a frente e para trás”.

A resquícios do Carnaval, que resvalam entre o Samba do Approach de Zeca Baleiro, qualquer coisa como:

“Venha provar meu brunch...
Saiba que eu tenho approach
Na hora do lunch
Eu ando de ferryboat...!”

... e uma outra de não sei quem:

“Eu vou botar a minha boca no trombone, se você não me der seu telefone! Eu vou, eu vou!”

E para rematar em grande, uns temas pimba q.b. que têm feito sucesso lá por casa e que vão desde Ana Malhoa a Mundo Novo ou Leonel Nunes! (No comments!)

Modus Operandi:
Inserir moeda.
Seleccionar a música no painel através dos botões.
Aguardar que o disco desça do seu lugar até ao gira-discos e se renda à agulha.

PS – Agradece-se bom gosto musical que seja passível de me fazer uma espécie de lavagem cerebral. Que isto de ter músicas que não me saem da cabeça é uma maçada!

Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

Aqui para com os meus botões...

Tenho sérias dúvidas se serei donzela prendada.
É certo que:
De luvas nas mãos deixo a casa num brinco.
Na cozinha, se me aplicar, posso até ser prodigiosa.
Com a lide da roupa, cuidadosa.
Na arrumação, metódica.
Mas... e com a caixa de costura?
Um desastre.
Vi-me hoje obrigada a pagar um euro por cada botão a coser.
Que diria a minha avó? - toda uma vida de mãos na costura.
Uma vergonha.
Ainda dizem que “quem sai aos seus não degenera”...

Terça-feira, Fevereiro 05, 2008

Memórias


...ou coisas que me fazem sentir vetusta [VI]


Quem não se lembra das cadernetas de cromos? Das moedas que guardávamos religiosamente para comprar aquelas carteirinhas no final de um dia de aulas? Dos negócios que fazíamos em trocas dos repetidos que muitas vezes eram desproporcionais, mas que aceitávamos sem grandes lamentos? E das histórias que se iam lendo aos poucos, à medida que se colavam os novos cromos? Enfim, dos hobbyes salutares com que ocupávamos o tempo livre na nossa infância, longe de playstation's, hi'5's, chats e outros que tais.

Eu cá era fã dos Ursinhos Carinhosos (Care Bears), os ursinhos adoráveis que tinham a imperiosa missão de ensinar a humanidade a enfrentar a vida de forma sábia, fazendo uso dos valores e sentimentos que representavam. Mas finda a década de 80 perdi-lhes o rasto, nem a versão televisiva sobrou. Descobri que hoje há uma nova versão daqueles seres adoráveis, embora não tenham metade do encanto que tinham naquela altura..!



O mesmo sucedeu à Moranguito (The World of Strawberry Shortcake), outra personagem do meu imaginário infantil, que ao que parece tem hoje uma versão renovada. Mas eu confesso que por terras lusas nunca mais vi nada que fizesse alusão à doce boneca. Aliás, hoje os morangos são outros e por sinal, bem acres!