Cretinice
s. f., estado do cretino;
fig., imbecilidade;
Med., forma particular de atraso mental;
Cretino
do Fr. crétin
adj. e s. m., que ou aquele que, por deformidade orgânica, tem absoluta incapacidade moral;
por ext. pacóvio, lorpa, idiota.
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Não há dúvida de que a blogosfera é a 8ª maravilha do mundo moderno. Não obstante, tem essa incivilidade que é o anonimato, permitindo que por aqui se alojem um vastíssimo número de cretinos. Nos últimos dias um desses indivíduos resolveu visitar este meu espaço e dedicar-me especial atenção, revelando o seu carácter (mormente, a falta dele) através dos vácuos comentários que se deu ao trabalho de tecer relativamente à minha pessoa.
Na verdade, nada que me surpreenda. É tão natural tentar destruir o que não se pode possuir, como insultar o que se inveja. No dia-a-dia cruzo-me com uma imensidão de seres dessa espécie e não é difícil identificá-los: são aqueles tipos sensaborões, mesquinhos e medrosos (e porventura merdosos...), que não têm vontade própria e cuja vidinha se resume a perscrutar e cobiçar o mundo dos outros.
Se já os tenho que gramar na vida real, também no mundo virtual não há escapatória. A diferença é que aqui há a possibilidade de surgir encapotado. Sob protecção do anonimato – qual armadura - rastejam por aí, compram guerras por dá cá aquela palha, sequiosos de quem lhes dê atenção, alguma coisa que seja, tal é a pobreza de espírito de que padecem.
Com efeito, são o meu oposto e presumo que precisamente por isso o sujeito a que me refiro se sentiu levado a injuriar a minha pessoa. Sou - e sempre fui - daquelas pessoas que desperta amor ou ódio. Parece não haver meio termo, pelo que tenho por hábito afirmar orgulhosamente que “posso ser, à vez, objecto de admiração, de ódio, de piedade e de terror. Mas nunca de indiferença."
Ademais, cabe deduzir que tal pessoa não me conhece, ainda que de forma contrária pense. Porque se me conhecesse saberia que sou imune à ofensa gratuita. E se o que não mata engorda, no presente caso, o que me arremessam não faz mossa. Bem pelo contrário, "o número dos que nos invejam confirma as nossas capacidades".
Last but not least, é facto que poderia ter simplesmente eliminado os aludidos comentários e ignorar a existência do(a) cretino(a) em causa. Bem sei que o desprezo é a forma mais subtil de vingança. Contudo, achei por bem preterir a vingança e usar da minha benevolência: nada mais quis com este post senão admoestar tal indivíduo de que já é hora de rever o seu jaez - de uma perversidade insofismável – bem como de olhar para a sua forma de estar na vida. É que cretinice, inveja e cobardia são três defeitos por de mais. Assuma o que pensa, o que diz e o que escreve. Um primeiro passo para poder vir a ser alguém.
Adenda: o aludido sujeito apresentou-se como "Jacinto" mas bem sei de quem se trata, pelo que era escusado o trabalho de improvisar tal pseudónimo. Molly, bastaria.















