Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

Regresso à Cidade das Sete Colinas

Estou de volta a Lisboa.
Já tinha saudades disto, confesso.
De pessoas, do Pessoa, do Chiado e do búlicio dos turistas.
De atravessar o Jardim da Parada logo pela manhã e também ao fim da tarde.
Do singelo Tejo, do Castelo e dos inúmeros locais históricos perdidos pela cidade.
Do "cheira bem, cheira a Lisboa".
De me cruzar com figuras míticas como esta, sempre sorridente no Saldanha ou no cinema do El Corte Inglés.
Dos Pastéis de Belém e de outras pérolas gastronómicas insubstítuiveis.
De voltar a respirar esta vivacidade olisiponense.

Domingo, Fevereiro 25, 2007

(...) But words left unspoken
Left us so brittle
There was so little left to give... (...)
["precious" by depeche mode, na sequência do post anterior]

Sábado, Fevereiro 24, 2007

Hoje acordei assim...

Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

Eterna infância

Volvidas pouco mais de 48h desde a minha chegada a território luso, eis que chega o tão ansiado momento. Dirijo-me à cozinha e inicio o ritual. Tiro um prato de sopa do armário, uma colher e um garfo da gaveta dos talheres. Procuro a garrafa de água. Metade do prato cheio e 1 minuto no microondas. Enquanto isso procuro na despensa aquela caixinha amarela. Plim! Já está. Algumas colheradas de farinha, aqueles grumos que ficam e de que eu tanto gosto e... pronto! O meu prato de Cerelac está preparado!
Já posso passar à fase da degustação lenta e prazenteira, como sempre foi, desde que me lembro de ser gente. Este manjar dos deuses que é a papa Cerelac traz-me sempre à lembrança os bons e velhos tempos de infância. Era a minha papa de eleição e ainda hoje gosto de saborear um pratinho dela de vez em quando. Bem, como há que manter a linha, muuuuuito de vez em quando! A verdade é que mantém o mesmo paladar ao fim destes anos todos, o que é caso para dizer que para mim a tradição ainda é o que era.
Nos últimos meses vi-me privada deste ritual da Cerelac. Foi o meu drama por terras de nuestros hermanos... Papas da Nestlé não faltavam, mas não descobri em lado nenhum a caixinha amarela com a mãe e os dois filhotes a deliciarem-se com a papa sem a qual não posso sobreviver. Esta noite, já tudo dormia cá em casa e "assaltei" a cozinha. Nada como um prato de Cerelac para me fazer sentir em casa e para arranjar energias para uma noitada de afazeres... ;)

Terça-feira, Fevereiro 20, 2007

Até já..!

Já diz o ditado andaluz que
"Quien no ha visto Sevilla, no ha visto maravilla".
Que ninguém duvide da sabedoria popular, porque ela é, como neste preciso caso, certeira.
Durante quase meio ano esta cidade acolheu-me calorosamente, seduziu-me a pouco e pouco e hoje tem, inevitavelmente, um especial cantinho no meu coração e na minha memória.
O dia de hoje é o dia da despedida.
Está de chuva, tal como na quente tarde de Setembro em que cheguei, o que acentua mais esta nostalgia que já me inunda...
De qualquer forma, quem me conhece já sabe que não gosto de despedidas, prefiro "até já's"...
E é assim que me despeço das gentes desta cidade.
E dos recentes, mas não menos importantes, amigos.
E também da imponente Giralda, da Torre do Ouro, da Maestranza, das igrejas e de todos os recantos históricos que explorei.
E do Guadalquivir que abraça a cidade. E das bonitas pontes que o atravessam.
Das ruas estreitas em que me perdi. Das avenidas mais cosmopolitas. Das palmeiras. Dos bairros típicos e do flamenco que se ouve pelas janelas. Dos gatos nas varandas.
Da siesta que eu erradamente achava já não ser comum.
Dos fins de tarde de ócio. Das montras coloridas e folclóricas.
Dos (grandes) pequenos almoços, do salmorejo, dos churros com chocolate, da tortilla da Rosa, das natillas da Laurita e de tantas outras iguarias culinárias.
Do céu muito azul e dos tons rosa com que se pincelava ao fim da tarde. Dos dias de calor, do tempo sempre ameno e agradável.
Das noitadas, das festas 'erasmus', dos chupitos de rum mel, de todas essas madrugadas inesquecíveis...
Enfim, de tudo e de todos, despeço-me com um singelo...
"Até já!"
[* foto by Pedro Libório]

Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

Amor em tempos de... internet, telemóveis e afins

Em dia de S. Valentim, as montras cheias de coraçõezinhos, os namorados mais apaixonados que nunca, os ramos de rosas que os atarefados estafetas carregam de um lado ao outro da cidade, as promoções destinadas somente a parzinhos, etc etc... deixam-me sempre meio deprimida, confesso. Mas nao só... ... dão-me também muito que pensar.
A pensar no amor, na paixão, na fidelidade, enfim, nas relações de hoje.
Ou melhor, na efemeridade e na superficialidade da maioria das relações de hoje.
Na facilidade com que surgem e na facilidade com que se desmoronam. No carácter que revestem e nos pilares em que (mal) se apoiam.

Em pleno século XXI, as novas tecnologias (telemóveis, internet, ipods, webcams e afins...) são uma espécie de incubadora de relacionamentos. Nao há nada mais fácil hoje que arranjar um relacionamento, seja de que espécie for e tenha os contornos que tiver.
No mundo cibernético, chats, facebox, hi5... já para não falar daquelas janelas que insistentemente se abrem e nos disponibilizam um teste para que se descubra o par ideal. Se se atrever a responder, garanto-lhe que no dia seguinte 367.9484 pretendentes lhe deixam mensagem no email.
Quanto aos telemóveis, o bluetooth, as sms's e as mm's vieram também dar uma ajudinha nisto de tornar os outros mais próximos e de abrir novas vias de começar um relacionamento com alguém que até há 3 minutos e 40 segundos, mais coisa, menos coisa, nos era desconhecido. Escusado será dizer que se pode dar asas ao amor, por outro lado também facilita e favorece as traiçõezinhas e as infidelidades do costume.

No fundo, as relações humanas estao seriamente ameaçadas pelas virtuais. Nao menosprezo estas ultimas, mas penso que tudo tem o seu limite.
Por tudo isto, deduzo que a 14 de Fevereiro só está deprimido quem quer.
Eu cá, garanto-vos que prefiro estar assim.
Prezo a arte do namoro, do galantear, o tornar cada momento a dois especial e memorável... o tal "brilhozinho nos olhos" que cantava o Sérgio Godinho...
E lamento este desperdicio de afectos. Esta frivolidade e efemeridade que caracteriza a maioria das relaçoes de hoje.
Enfim, reconheço que estou démodé. Mas antes assim que iludida com uma qualquer paixoneta virtual.

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

["A coragem conduz às estrelas; o medo... não nos leva a lado nenhum..."]
citando Séneca, talvez o meu filósofo favorito...
[foto by Pedro Libório]

Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

Uma dose de "pluralismo", sff!

Há um cantinho da blogosfera que eu gosto particularmente de visitar e que pertence a um conhecido comediante em ascensão.
Em palco tem um sentido de humor acutilante mas oportuno e despretensioso, que me faz dar uma boas gargalhadas.
No seu blog, o registo não muda muito, escreva o que escrever, "poste" o que "postar".
Esta semana, relatando um feedback menos simpático dos seus leitores a um post, falou (e bem) da intolerância dos portugueses a quem tem opiniões e visões distintas.
E lembrou que já vivemos o 25 de Abril há mais de 30 anos, ainda que às vezes surjam dúvidas quanto a isso, tendo em conta as atitudes fundamentalistas e extremistas de muitos dos portugueses.
Isto, a propósito do referendo ao aborto.
Antes que a campanha acabe, leia aqui, e não se esqueça que... ouvir a opinião do próximo não faz mal a ninguém, não tem contra indicações e tão pouco o contagia!

Sábado, Fevereiro 03, 2007

Mentirinhas-cliché

Que seja condecorado com o título de "exemplar raro de honestidade" aquele (a) que nunca proferiu uma destas:

1 Segunda-feira começo a fazer dieta.
2 Este semestre vou-me aplicar!
3 Sim, saí com ele. Mas não aconteceu nada...
4 Fiquei (subitamente) doente.
5 Estava mesmo a pensar em ti...
6 Não dói nada.
7 Ia-te ligar agorinha mesmo.
8 Somos só amigos...
9 Passei o semáforo ainda estava amarelo.
10 Para a próxima pago eu.
11 Apaixonei-me por ti à primeira vista.
12 A culpa foi do árbitro.
13 Ligo-te dentro de 2 minutos, ok?
14 Prometo que não contarei a ninguém.
15 Eu?! Com esse?!! Nuuuuuuunca!! ...
16 Perdi o teu número de tlm...
17 Caiu no chão e estragou-se....
18 Estou sóbria [hic..!] não te preocupes.
19 É um instantinho..!
20 Nunca fui aos saldos.
21 Chumbei porque o professor não vai com a minha cara.
22 Se dividirmos sai uma pechincha a cada um.
23 O Cabriolet que está ali estacionado? Sim, é meu...
24 Sou magra mas como de tudo... e até chocolates e guloseimas!
25 Não sou ciumenta.

Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

Sorri...

foto by Fayyaz Ahmed [in flickr.com]
... porque o sorriso é a língua oficial dos inteligentes...