
Mas ontem fiquei felicíssima porque a sua viagem mudara completamente a sua visão sobre o meu país, a minha língua, a minha gente.
Vinha até com algum vocabulário português e brindou-me com um "Boa Noite" impecável, ainda que com o seu eterno sotaque italiano.
Relatou-me tudo, tudinho, da sua viagem. Passou pelo Porto, Coimbra, Lisboa, Sagres e Faro. E do Norte ao Sul, tudo o que viu o deixou apaixonado.
Vinha completamente atordoado com a beleza natural e a grande variedade de paisagem do país.
O Porto sombrio por onde se perdeu foi o único que lhe desiludiu um pouquinho. Ainda que bonito, achou-o demasiado pobre e triste.
Lisboa foi a cidade que mais explorou. A mescla de modernidade com as faces mais antigas, as praças, os bairros, as avenidas, os bêcos, o Castelo, o Tejo... tudo lhe encantou.
Aqui, apenas lhe desiludiu a constante abordagem de quem vende droga, que, segundo me dizia, é tão frequente que deixa qualquer turista irritado.
(Confesso que não tinha noção disto....)
Enfim, no geral vinha impressionado com a simpatia das pessoas com que se cruzou, particularmente os conimbricenses, que eu também considero das gentes mais prestáveis e afáveis do nosso Portugal.
E claro, com a gastronomia, a diversidade de etnias com que se cruzou e com as características pitorescas dos locais que visitou. (A roupa estendida nas casas do Porto deixou-o atónito, daí a escolha da imagem que acompanha este texto...)
Escusado dizer que a vontade de regressar é muita. Ficou agendado o regresso lá para Abril ou Maio, tendo-me como guia.
Apesar de todos ( e são muitos) os defeitos do povo português, a verdade é que também temos as nossas inestimáveis qualidades.
E é inegável que temos um país lindo que nos deve encher de orgulho, apesar das maleitas que nos vão atacando...



