Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010
Resoluções de Ano Novo #3
Reciclar - ainda mais. Fico com arrepios até à espinha só de ver alguém a deitar lixo fora sem o mínimo de separação. Fico revoltada quando ouço gente formada a gabar-se de não ter pachorra para reciclar. Fico impossível de aturar quando vejo os ecopontos a transbordar dias sem fim, sem que se dignem a recolher o lixo que as pessoas se dão ao trabalho de separar e que, às páginas tantas, já anda por ali espalhado. Fico desiludida quando leio que a reciclagem neste país não compensa, sai caro e outras barbaridades. Fico desconfiada quando me deparo com os exorbitantes preços dos produtos de materiais reciclados. Mas nada paga o conforto de saber que estou a minimizar, de alguma forma, toda uma série de impactos ambientais. Assim, e daqui em diante, além dos já habituais verde-azul-amarelo, comprometo-me desde já a colocar as pilhas no pilhão e a dar ao óleo alimentar um outro destino que não os canos de água. Mais um passo em frente
Sexta-feira, Janeiro 29, 2010
Munique I
A capital da Baviera respira tranquilidade. Circula-se como se houvesse todo o tempo do mundo, como se «stress» não fizesse ainda parte do vocabulário desta gente. O pouco trânsito flui, as zonas pedonais estão à pinha, mas sem vestígio de confusão. São muitos os habitantes que não abdicam da bicicleta no seu quotidiano, a ver pelos gigantes estacionamentos que lhes estão reservados.
Os prédios são impressionantemente baixos (3, 4 andares no máximo, parece-me) o que torna a cidade ainda mais catita. Para além da Rathaus (Câmara Municipal) no seu imponente gótico, apenas as torres e os pináculos das igrejas e catedrais sobressaem no horizonte. Um ordenamento de território que dá inveja!
O cinzento céu que nos cobre, o frio, a chuva miúda mas gélida e a neve em que acabou por se transformar, não são problema para os trauseuntes, excepto para nós e para os turistas italianos que por ali abundam. Encolhidos, vagueamos pelas ruas, da Marienplatz às ruas de lojas luxuosas (Maximilian e arredores), e perdemo-nos ainda pelo colorido Virktualenmarkt cujas quatrocentas e tal bancas nos despertam todos os sentidos.
Sexta-feira, Janeiro 22, 2010
Resoluções de Ano Novo #2
Desmontar as árvores de Natal antes de Fevereiro. Confesso que esta só é válida para o ano que vem, já que até à data ainda não consegui desfazer nenhuma das duas. Talvez seja preguiça, talvez seja o gostar tanto de as ver ali, a dar vida aos cantos da sala que durante o ano estão entregues ao vazio. Ainda gosto de ligar as luzes e vê-las piscar, numa intermitência que dá cor às densas noites de inverno. A seus pés já não moram os embrulhos pomposos, apenas os frios tacos de madeira envernizada que só voltarão a ter companhia daqui a 12 meses. Não é que eu ligue muito à época natalícia, mas por mim até as deixava ali por mais uns meses, sempre me fazem lembrar que o Natal é quando bem me apetecer.
Sábado, Janeiro 16, 2010
Quarta-feira, Janeiro 13, 2010
Resoluções de Ano Novo #1
Folgo em constatar que escrevo estas linhas, visto que isso significa que sobrevivi à minha primeira aula de Yoga. Um primeiro passo para cumprir com uma das resoluções de ano novo, que passa por praticar desporto até que, pelo menos, seja possível subir três lanços de escadas sem parecer que me está a dar uma coisinha má. Não é uma tarefa difícil para quem já praticou tudo e mais alguma coisa... mas oito anos de interregno é muito tempo!
Quanto ao Yoga, não morro propriamente de amores por esta modalidade, mas fui por influência de duas praticantes que me acompanharam nesta iniciação. Na verdade, foi mais uma aula de alongamentos, já que, ao abrigo do meu estatuto de "caloira", dei-me ao luxo de desobedecer com alguma frequência às indicações da professora. Acresce que descobri que tenho uma séria dificuldade em identificar partes do corpo, o que me leva a questionar como é que passei a Ciências da Natureza no 6.º ano?! Entre tanta coisa nova, foi inevitável perder-me entre Adomuka's, Trikonasana's e Mulabanda's. E depois de uma hora e tal nisto, julguei que hoje estivesse votada a uma caixa de comprimidos. Mas afinal, acordei apenas com uma ligeira impressão nas omoplatas. Nada mau. Amanhã a dose repete-se.
Terça-feira, Dezembro 29, 2009
Segunda-feira, Dezembro 28, 2009
Sms's
Tenho que partilhar aqui a felicidade que se apoderou de mim neste Natal, agora que a grande maioria das pessoas já se deixou daquelas sms's de Natal e de Ano Novo em catadupa! Era uma tristeza aqueles textos mal amanhados, cheios de clichés e desprovidos de sentimentos. Quase que preferia que se tivessem esquecido de mim. É que os que se lembram verdadeiramente de mim, brindam-me com uma sms pessoalizada, tal qual eu faço com eles. Claro que não fui só eu a sentir esta mudança, as operadoras de telemóveis também deram por ela e trataram de incitar à coisa. No dia 23 recebi uma espécie de ultimato para pôr os dedinhos a mexer e enviar boas festas a toda a lista: "No Natal tudo é posível e a magia acontece. Quem está longe, fica à distância de uma mensagem. Partilhe o seu Natal. Boas festas! Vodafone." Ao que isto chegou.
Domingo, Dezembro 27, 2009
Ontem foi noite de...
Orquestra Sinfónica nacional da Ucrânia @ Cine Teatro Messias [Mealhada]
Um Concerto de Natal cheio de boas surpresas, foi o que foi. Strauss imperou, desde as valsas (destaque para Danúbio Azul), até às polkas, terminando na famosa Marcha de Radetsky. Mas também houve lugar para Tchaikovsky, Verdi, Prokofiev, entre outros. O mais interessante foi o facto do concerto combinar estas obras com a lírica e com o bailado, sublimes actuações que deram um outro brilho à orquestra. A soprano polaca, de seu nome Malgorzata Dugosz, encantou na opereta e deslumbrou com "I could have dance all night", de My fair lady. O tenor sobressaiu com "Silent Night", com uns excertos em português. Foi uma noite bonita, também por isto: a simpatia e a energia com que os artistas nos brindaram numa gélida noite de natal.
Quinta-feira, Dezembro 24, 2009
A todos, um doce Natal
Coisas que surpreendem qualquer um (sobretudo quando vêm de uma piiiiquena de 3 anos)
- Tia, vamos ver os livros ao meu quarto?
(...)
- Tia, que livro é esse?
(e sem que me dê tempo sequer para responder:)
- É o do Fernando Pessoa?
(???!!!!!!!!!!)
E só por causa disto, uma das prendas no sapatinho vai ser esta:
Segunda-feira, Dezembro 21, 2009
Natal é...
... escapulir-me do trabalho para ir fazer umas compras de última hora, enfrentar o caos desta Lisboa em hora de ponta e sobreviver ao buzinão que quase me ensurdecia porque a ambulância queria passar e ninguém se desviava. Finalmente, para alívio dos meus tímpanos, os condutores lá se aperceberam da urgência. Os condutores sim, mas os peões nem tanto: um tipo completamente atarantado pôs-se de plantão no meio da estrada, fazendo frente às sirenes! E como se isto não bastasse para perceber quão louca anda esta gente, no túnel de acesso ao metro o pedinte arremessa a caixa das esmolas contra a parede, e entre o telintar das moedas pelo chão, vocifera com uma pobre velha, como se ela fosse o diabo em pessoa. Já na carruagem, a senhora da frente vai tirando do saco plástico verde - qual mágico com a sua cartola - os boxers que comprou para o neto, o filho, o César e para o próprio marido que, sentado ao lado, fica lívido ao constatar o folclore a que as suas partes íntimas vão ter direito. Nas ruas e nas lojas, levo com encontrões, pisadelas e espirros, mas nem refilo. Já sabia ao que ia. Numa loja sem grande movimento, pergunto à empregada, recostada ao balcão, se tem a carteira da montra em preto. Enfadada, brinda-me com um ríspido "Não, só dessa cor". Contraponho: "Mas ali está também em bege" Resposta: "Pois, mas não é preta". WOW!! Pondero a minha prosseguição nesta tarefa, dado o inferno instalado. Enquanto decido, opto por um chocolate quente, que embora delicioso me queima a língua e o céu da boca. É uma espécie de prenúncio: agarro nos sacos e rumo a casa que, desconfio, é por este dias o único local de paz sobre a Terra. Àmen.
Domingo, Dezembro 20, 2009
Segunda-feira, Dezembro 14, 2009
Há meia dúzia de anos todos se espantavam por eu não ter uma conta no hi5, que acabei por abrir. Hoje, muitos me olham com a mesmíssima incredulidade quando digo que não tenho perfil no facebook. Num curto espaço de tempo proliferaram redes sociais para todos os gostos, e quem não tem um perfil numa delas é como quem não vê, como se cingisse a sua existência a este mundo real e renegasse uma vida para além desta. Uma rede social tornou-se uma extensão daquilo que somos e se não temos uma, então é porque não "somos". Por tudo isto (e sobretudo porque me senti um ET no almoço deste fim de semana), uma das resoluções de Ano Novo passa por abrir uma conta em tão afamada rede social. Para me conectar com amigos e partilhar uns bitaites, pouco mais. Não há cá nada de Farmville's, de grupos (irritantemente) do Contra (contra a publicidade do Pingo Doce, a Popota e a Leopoldina , etc.. oh God!), quizz's disparatados e afins.
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